Antonio e Dakir Parreiras: relação entre duas gerações de artistas celebra mês dos pais no Museu do Ingá

Por vezes, o ofício paterno influencia a escolha profissional da geração seguinte. Esse foi o caso de Dakir Parreiras ao seguir os passos do pai, o pintor Antonio Parreiras, ícone do paisagismo brasileiro entre os séculos XIX e XX. A relação entre os pintores e suas respectivas carreiras são o tema da exposição “Antonio e Dakir Parreiras: de pai para filho”, que será aberta no próximo sábado, 11 de agosto, às 11h, Museu do Ingá (Rua Presidente Pedreira 78 – Ingá – Niterói). O evento tem entrada franca e contará com atividade artística voltada para a família, em comemoração ao Dia dos Pais, celebrado no domingo, 12 de agosto.

Com curadoria do Museu Antonio Parreiras, a mostra reúne fotos, documentos e quadros, incluindo quatro telas de Dakir Parreiras cedidas pela família do pintor especialmente para a ocasião. Um cenário, montado na entrada da exposição, simula o ateliê onde Antonio deu as primeiras lições de arte ao filho, com quem mais tarde dividiria o espaço de trabalho. Tanto o Museu Antonio Parreiras quanto o Museu do Ingá são espaços da da Secretaria de Estado de Cultura/FUNARJ.

Pintor, desenhista, escritor e professor, Antonio Parreiras (1860 – 1937) iniciou os estudos na Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), no Rio de Janeiro, como aluno do artista alemão Georg Grimm. Em 1884, abandonou a Academia, acompanhando seu mestre e outros alunos para formar o Grupo Grimm, marco da pintura de paisagem na arte brasileira. Pintou paisagens, nus, retratos e quadros de temas históricos. Realizou diversas viagens de aperfeiçoamento à Europa e tonou-se professor da Escola Nacional de Belas Artes. Em 1926, amplamente consagrado como artista, publicou o livro autobiográfico História de um pintor contada por ele mesmo, que dedicou ao filho Dakir.

Assim como Antonio, Dakir Parreiras seguiu a carreira de pintor, desenhista e professor. Em companhia do pai, ainda bem jovem passou uma temporada de aperfeiçoamento em Paris, onde foi aluno da Académie de la Grande Chaumière e da Académie Julian, tendo aulas com Marcel Baschet e Henri Royer. Pintou paisagens, retratos e quadros de temas históricos, tendo trabalhos em diversas instituições e prédios públicos. Entre eles, os palácios de governo de Porto Alegre, Florianópolis e Pernambuco e os teatros municipais de Ribeirão Preto e de Campinas.