Na Galeria Laura Alvim, o equilíbrio, segundo a mostra SUSTENTTARIUM

A exposição, dos artistas plásticos Patricia Secco e Ricardo Hachiya, mostra na Galeria Laura Alvim a preocupação com o equilíbrio, de diversas formas, compostas de vários materiais, e como uma representação do momento que estamos passando, e pode ser visitada até 27/10, de terça a domingo, de 13h às 19h.

Secco apresenta uma série de árvores brancas, que seguem em ritmo decrescente, e representam uma forte crítica ao desmatamento da Amazônia. Ainda mostra árvores com suas raízes expostas, fora do seu habitat, como um pedido de atenção e de socorro.

A artista mostra também uma Instalação chamada “Metamorfose II”, composta de casulos e cogumelos feitos de crochê, apontando a necessidade da preservação do Meio Ambiente. As obras de Patricia sempre têm uma conotação ecológica e preocupação com a Sustentabilidade.

As esculturas de Hachiya exploram também o equilíbrio entre as partes, física, estética e conceitualmente, e incluem as séries “Móbiles” e “ParaLicas” (abreviação de Parabolóides Hiperbólicas), feitas com materiais de descarte.

Os “Móbiles” são construídos em vergalhões de obra, na sua maioria recolhidos como sobras, e peças de madeira de demolição. Resultado de uma seleção cuidadosa, essas peças são de vários tipos de madeiras já extintas ou dificilmente encontradas em nossas florestas, como “Jacarandá”, “Ipê”, “Teca” e “Pinho de Riga”. O artista ainda mostra outros móbiles, executados com peças de aço cortén,  ferro doce e de alumínio fundido com latas descartadas, e ainda em chumbo fundido.

As “ParaLicas” são realizadas com réguas de madeiras de lei, arqueadas quando submetidas à uma tensão com fios de cobre ou de aço, e que resultam nessa forma geométrica, chamada Parabolóide Hiperbólica (uma curva formada por várias retas). Essas peças são executadas com madeira de lei que seriam descartadas, fios de cobre ou aço, criando uma tensão sutil e uma harmonia bastante rara.

Em conjunto, os artistas expôem a instalação “Novena”, três esculturas em formato de grandes terços, ainda seguindo a mesma escolha de materiais sustentáveis. Na obra executada em conjunto, as peças são feitas em cubos de arame coloridos, vergalhão de obra em aço, e uma grande cruz em aço cortén. Os terços individuais tem cada um sua interpretação e escolha de material, seguindo o grande formato do terço, e formando, assim, uma obra de incrível força e representatividade.