“Branca”, o feminino numa visão sutil, poética e subjetiva no Teatro Glaucio Gill

Drama

Uma mulher acorda de um coma profundo sem memória e não se reconhece na vida que lhe é apresentada.

Este é o ponto de partida de “Branca”, espetáculo com texto inédito de Walter Daguerre dirigido por por Ivan Sugahara, com José Karini, Julia Stockler, Karen Coelho e Ludmila Wischanky no elenco.

“Branca” conta a história de uma mulher que, após ficar seis meses em coma, tem perda total de memória. Para tentar reintegrá-la à sua antiga rotina, o marido procura por uma terapia especializada e a mulher passa a ter encontros periódicos com uma conceituada profissional. Entretanto, conforme vai sendo reapresentada à vida que levava, a mulher passa a rejeitá-la, como se aquela existência não fosse sua, e deixando evidente a impossibilidade de (re)assumi-la. Essa nova realidade coloca em conflito o marido, a filha adolescente e a terapeuta, que se sente tocada pelos questionamentos e desejos dessa mulher.

O projeto é a primeira idealização da atriz, e agora produtora, Ludmila Wischansky.

“Foi encantamento à primeira leitura. Nesse primeiro projeto, eu tinha o desejo de falar sobre o feminino, mas queria tratar esse tema numa visão sutil, poética e subjetiva, e foi exatamente esse olhar que encontrei no texto de Daguerre”, conta Ludmila.

A direção de Ivan Sugahara valoriza a força do texto e o trabalho dos atores como principais motores da encenação. No palco, os elementos cênicos, a iluminação e a música constroem uma atmosfera etérea, poética e subjetiva que traduz o universo interior da protagonista.

“Fui completamente fuzilado por esse texto. Há muito tempo não lia algo que me arrebatasse tanto. Logo no primeiro contato, fui tomado pela intensidade das palavras e, mesmo sem saber que iria montá-lo, me veio o espetáculo inteiro na cabeça. Isso é raro de acontecer. Tive certeza que o texto é quem que escolhe o diretor”, conta Ivan Sugahara.

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