“Negra Palavra:Solano Trindade”, um desafio ao racismo no Teatro Laura Alvim

Drama

Nove atores em cena. A potência de seus corpos em conjunto prescinde de cenário. E o pensamento da arte em geral segue a proposta de encenação, que é buscar a atualidade das palavras de Solano e projetá-lo para o futuro.

Como Sankofa, na tradição africana, olhamos para o passado para entendermos melhor os passos que virão. Os atores, ora em conjunto, ora individualmente, compõem um mosaico de identidades e tonalidades e, ao mesmo tempo que representam a diversidade brasileira, constroem um painel da multiplicidade que Solano representa: o poeta, o homem negro, o ativista, o pai, o homem apaixonado.

O corpo negro é, portanto, colocado em cena com múltiplas dimensões: como potência artística, como resistência política e como opção estética.

As sensações propostas pela poesia do pernambucano Solano Trindade são potencializadas pelo desenho dos atores no espaço gerando imagens e criando melodias em seus corpos com percussão corporal, que costura o espetáculo.

Bem próximo ao final, uma participação especial. Outra negra palavra une sua voz à de Solano Trindade para dizer uma poesia, um manifesto, uma declaração pública, uma fala, um texto. Preto.

Autoria: Solano Trindade

Direção: Orlando Caldeira e Renato Farias

Elenco: Adriano Torres, André Américo, Breno Ferreira, Eudes Veloso, Jorge Oliveira, Leandro Cunha, Lucas Sampaio, Rodrigo Átila e Thiago Hypolito

Dias da semana: Sexta, Sábado, Domingo

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