Solo “Fogo Frio” estreia na Casa Rio

“O que é amor pra você?”. A partir desta pergunta aparentemente simples, e após emendar duas temporadas com o espetáculo “Pineal – ritual cênico”, Yasmin Gomlevsky estreia no domingo,  8/10, às 20h, “Fogo Frio – imersão cênica”, solo realizado com a cia que integra, Teatro de Afeto.

É um projeto de imersão que inclui um percusso interativo por diferentes cômodos da Casa Rio, um espaço da Secretaria de Estado de Cultura/FUNARJ. A experiência é composta por cinco instalações, projeções audivisuais e encenação teatral cujo texto é assinado pela própria atriz, adaptado de seu livro de poesias homônimo lançado em 2013.

“Fogo Frio” fala sobre o processo de cura e reconstrução de identidade de uma mulher após o término de um vínculo afetivo. Em cenas intensas e inspiradas em episódios pessoais, Yasmin aborda o ciclo de uma relação amorosa que chega ao fim. A narrativa começa com paixão avassaladora, passa pela solidão pós término e se conclui com o resgate da autoestima e a cicatrização das feridas. O texto aborda temas universais e atemporais como amor, identidade e morte com linguagem poética e atual. Um bom exemplo disso é que são utilizado áudios do aplicativo WhatsApp para se contar a história.

É o primeiro solo do grupo e de Yasmin Gomlevsky que, atualmente, além de “Fogo Frio”, integra o elenco de “Tempo de Amar” (próxima novela das seis da Rede Globo); se apresenta em shows com a Banda Sirigaita e ensaia o primeiro espetáculo musical do Teatro de Afeto, “Homem-pombo”, que estreia em 2018.

A produtora Alquimia Cultural tem como prática oferecer uma “Cena Grátis”, ou seja, uma cena extra, diferente a cada dia, de artistas convidados que desevolvam trabalhos autorais com temática relacionada. Para Fogo Frio, foram convidadas atrizes/atores que também são poetisas/poetas que falarão de amor em textos especialmente preparados para o projetos. Estão confirmados nomes como Bernardo Mendes e Karine Telles.

Uma vivência que vai além do próprio espetáculo e tem esse objetivo. “Fogo Frio – imersão cênica” prova o poder transformador da arte. É resultante da busca por autoconhecimento e pretende inspirar o público a buscar relações mais afetivas e equilibradas.