HISTÓRIA
Ao longo de seus cinqüenta e três anos, artistas consagrados como Procópio Ferreira (1898-1979), Tarcísio Meira, Glória Menezes e Fernanda Montenegro mostraram seu talento no Armando Gonzaga. Na década de 70, o teatro integrou o grande circuito de espetáculos, apresentando na zona norte sucessos de público e crítica como “Um Edifício chamado 200”, de Paulo Pontes, com Milton Moraes e José Renato no elenco, e “Dois Perdidos Numa Noite Suja”, de Plínio Marcos.
Nos anos 80, o espaço foi parada obrigatória de humoristas. Nomes como Costinha (1923-1995), Cole (1919-2000), Carvalinho (1927-2007), Nádia Maria (1932-2000), Nick Nicola e Dercy Gonçalves nele se apresentaram. A música brasileira também elegeu o teatro. Em 1981, após as obras de reforma, o cantor e compositor Moraes Moreira e o conjunto Coisas Nossas comandaram a festa de sua reinauguração. No mesmo ano, o projeto Fim de Tarde chegava à região promovendo encontros insuperáveis de expoentes da chamada mpb. O público lotava o teatro para ver João Bosco, Joyce e Nelson Cavaquinho. A programação incluiu ainda Nana Caymmi, Cláudio Nucci e Johnny Alf; Wilson Moreira, Ney Lopes, Sandra de Sá e Geraldo Azevedo; Tânia Alves e Rogéria, entre outros.
A dança integrou fortemente a programação do Teatro Armando Gonzaga. Seu palco apresentou circuitos e mostras com bailarinos e companhias. A bailarina Ana Botafogo estreou nos palcos do subúrbio em 1989, no 5º Movimento Formas de Dança, ao lado Carlos Lowzada, também bailarino do Theatro Municipal.
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