HISTÓRIA
Inaugurado em 15/05/1958, durante ao governo Carlos Lacerda, com a peça infantil “O Bobo Bobão”, de Lígia Nunes, com direção de Fábio Sabag, e elenco formado por Cláudio Correa e Castro, Roberto de Cleto, Roberto Ribeiro e alguns convidados. O teatro nasceu a partir da cessão do auditório do Centro de Recreação e Cultura da Escola Municipal Dom Aquino Correa a um grupo de atores oriundo do “Tablado”, com o nome “Teatro da Praça”. A homenagem ao ator e autor teatral ocorreu em 1965, quando de seu falecimento.
Em junho de 58, o espetáculo “O chapéu de palha de Itália” de Euggene Labiche, direção de Geraldo Queiroz, cenários de Bela Paes Leme, com elenco de 48 atores, incluindo os artistas do grupo fundador do espaço, marca a estréia da programação para adultos. Adila Araújo, Carmen Silvia Murgel, Isolda de Souza, Kalma Murtinho, Cláudio Correa e Castro, Fábio Sabag, Roberto Ribeiro e Maria Sampaio, como atriz convidada, formaram este elenco.
O grupo Teatro da Praça se desfez em 1961, deixando o teatro com programações esporádicas apresentadas por outros grupos com espetáculos infantis.
Em março de 1965, o governador Carlos Lacerda cedeu o teatro à atriz Maria Fernanda, que auxiliada pela administração regional e outros órgãos governamentais, conseguiu realizar uma série de reformas.
Para atender às diversas solicitações de pauta para o teatro, na década de 60, novos critérios foram estabelecidos pelo então Chefe do Serviço de Teatro, Dr. Napoleão Moniz Freire. O sorteio considerava, por exemplo, companhias com maiores condições estruturais, apresentação de textos brasileiros, etc. Assim, companhias como Torres e Brito Produções, Tereza Raquel e Eva Todor, encenaram no palco do Gláucio Gill espetáculos inesquecíveis: “Navalha na Carne”, com Tônia Carrero, Emiliano Queiroz e Nelson Xavier; “O exercício “, com Glauce Rocha e Rubens de Falco; “Reveillon”, com Fernanda Montenegro e Sérgio Brito; “Senhora da Boca do Lixo”, com Eva Todor, Carlos Eduardo Dolabela, Elza Gomes e Ivone Hoffman; “Heda Gabler”, com Dina Sfat e Cláudio Marzo; “Mão na luva”, com Marco Nanini e Juliana Carneiro da Cunha, entre outros.
Em janeiro de 1987, o TGG foi fechado para reformas e a luta pela sua reativação ganhou apoio da classe artística e de diversos movimentos sociais. A mobilização promoveu “um abraço” no TGG, seguido por debate no Teatro Princesa Isabel.
As obras foram concluídas e o teatro totalmente remodelado. A reabertura aconteceu em 27 de outubro de 1990, no Governo Moreira Franco, sob direção cultural de Aderbal Freire Filho, que trouxe para local o Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, promovendo montagens e oficinas de Eugênio Barba. Na mesma década, o público aplaudiu os espetáculos “A mulher carioca aos 22 anos”; “Tiradentes”; “Turandot” e “O futuro dura muito tempo”, com Rubens Correia e Vanda Lacerda no elenco.
Em 1989, sua estrutura de palco italiano foi desativada, sua lotação foi reduzida. Foram criados urdimentos e platéias móveis para acolher espetáculos com propostas multiambientais.
Em 1998, o TGG passou por uma nova reforma e promoveu a criação do Café do Gláucio para apresentação de pocket-shows.
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