Cravistas Olivier Baumont e Rosana Lanzelotte tocam os 350 anos de Couperin na Sala Cecília Meireles

Música

O espetáculo idealizado pela cravista e pesquisadora Rosana Lanzelotte e com participação do cravista Olivier Baumont, homenageia o maior compositor do período barroco na França.

François Couperin (1668 -1733), festejado em 2018 pelos 350 anos de nascimento, é considerado o maior compositor do período barroco na França. Foi testemunha de uma das querelas mais famosas da história de música, que opôs o estilo francês ao italiano, dominante na Europa do século 17. “O gosto italiano e o gosto francês dividem há muito tempo a república da música”, escreveu o compositor em 1724. Neste mesmo ano, escreve a Apoteose de Lully, alegoria da chegada do compositor ao Parnasso, onde se reconcilia com Corelli, o principal nome do barroco italiano na época.

Couperin foi testemunha de uma das querelas mais famosas da história de música, que opôs o estilo francês ao italiano, dominante na Europa do século 17. “O gosto italiano e o gosto francês dividem há muito tempo a república da música”, afirma o compositor em 1724, quando escreve a Apoteose de Lully. A obra é uma alegoria da chegada de Lully ao Parnasso, onde se reconcilia com Corelli, o principal nome do barroco italiano na época.

Esta e outras peças de François Couperin serão contextualizadas por narração e elementos cênicos, recursos habitualmente utilizados nos espetáculos do Circuito Musica Brasilis, série idealizada em 2009 por Rosana Lanzelotte. Textos de autores franceses que, desde o século 16, descrevem os cantos, as danças e as práticas dos índios tupinambás serão revividos pela atriz Helena Varvaki e um conjunto de seis bailarinos egressos do Centro de Artes da Maré, local que abriga a Escola Livre de Dança da Maré e é sede do grupo da coreógrafa Lia Rodrigues. A roteiro é de Rosana e a direção cênica fica a cargo de Manoel Prazeres.

“O aniversário de 350 anos de François Couperin é a ocasião para relembrar as afinidades e os encontros entre as culturas do Brasil e da França. No início do séc. 17, pouco antes de nascer Couperin, cinco chefes tupinambás foram levados a Rouen e Paris. Sua presença excitou a curiosidade dos franceses e inspirou até a criação de peças musicais, como “Les Sauvages”, de Rameau. Após muitas pesquisas, encontrei o manuscrito de outra peça – a Sarabanda de Gaultier -, inspirada na dança dos tupinambás, que será apresentada no espetáculo pela primeira vez.”

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