LiberTango em busca de um som universal na Sala Cecília Meireles

Música

O Grupo LiberTango investe no diálogo contemporâneo entre influências latinas e brasileiras, com ousadas releituras de Ernesto Nazareth e Astor Piazzolla, além de peças de autoria dos irmãos Caldi, Alexandre e Marcelo. Nascido nos subúrbios da região do Rio da Prata, na Argentina, famoso como gênero dançante, o tango ampliou seus caminhos no século XX e seduziu os ouvidos de maestros e eruditos de todo o mundo, tornando-se repertório obrigatório das salas de concerto.

Completando 23 anos de carreira em 2019, o LiberTango fez jus ao nome, trazendo liberdade criativa, em reverência à obra de Piazzolla, mas se permitindo cada vez mais avançar numa proposta contemporânea, e abrindo fronteiras rumo a uma linguagem universal do tango, em seu diálogo com a música clássica. Para o crítico Mauro Ferreira, o grupo faz uso dessa “liberdade estilística” a fim de “explicitar toda a influência exercida pelo ritmo argentino sobre os hermanos da América Latina, sobretudo os brasileiros”. O LiberTango é formado pela pianista argentina radicada no Brasil, Estela Caldi, e dois dos seus filhos, Alexandre Caldi (sopros) e Marcelo Caldi (acordeom). Com este novo trabalho, o grupo reafirma a extraordinária força do ritmo latino e o insere definitivamente na agenda musical brasileira do século XXI.

Elenco: LiberTango: Estela Caldi, piano. Alexandre Caldi, sopros. Marcelo Caldi, acordeom

Dias da semana: Quarta

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