Na Sala Cecília Meireles, “Sanfona Sentida” enfoca obra de Gonzagão, Sivuca e Dominguinhos

Música

O show “Sanfona Sentida” é uma grata surpresa para os amantes da música brasileira, tanto para o público acostumado a ouvir o resfolêgo do fole nas noitadas de arrasta-pé, como também para os apreciadores de formações eruditas.

Marcelo Caldi, um dos mais notáveis sanfoneiros e arranjadores da nova geração, criou um espetáculo que une o suingue da zabumba e do triângulo ao requinte de uma sonoridade camerística.

O resultado é uma releitura sofisticada de choros e baiões, sem perder o ritmo popular, característico dos gêneros.

A sanfona, naturalmente, ocupa o lugar de destaque. O repertório é uma celebração à grandiosidade da sanfona e uma homenagem aos três maiores instrumentistas do fole no país: Luiz Gonzaga, Sivuca e Dominguinhos. Gonzagão, o rei do baião, é o responsável por revelar ao Brasil a pujança dos ritmos nordestinos. O show apresenta um arranjo especial para a famosa “Qui nem Jiló” (parceria com Humberto Teixeira).

Este espetáculo faz parte da Série Olímpica. São apresentações de samba de todos matizes, bossa-nova, choro, forró e baião, o Brasil inteiro no palco da Sala, em contribuição aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

Elenco: Marcelo Caldi, acordeom; Bebel Nicioli, flauta; Lourenço Vasconcellos, bateria; Fred Cavaliere, clarinete e clarone; Bruno Aguilar, baixo acústico

Dias da semana: Quinta

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