Orquestra de sopros da UFRJ e UFRJAZZ ensemble celebram o frevo na sala Cecilia Meireles

Música

Das ruas distantes e dos becos escondidos da Recife do fim do século dezenove e início do século vinte, ecoaram os primeiros acordes do que viria a ser o frevo incandescente de nossos dias. Pouco mais de cem anos de transformações e amálgama de ritmos marcam a trajetória desse gênero musical que sai do âmbito pernambucano para ganhar o país na década de trinta.

Derivado da mistura de gêneros como a modinha originalmente brasileira (século dezessete), cultivada na Europa e trazida de volta ao Brasil no século dezenove) – da quadrilha de origem francesa, do maxixe – gênero brasileiro autônomo, também chamado “tango brasileiro” – da polca, vinda dos salões europeus, o FREVO é o representante máximo do sincretismo musical de nosso país. Sincopado e brejeiro, seu nome vem diretamente da ‘boca do povo’ que se referia ao ritmo contagiante como “frevura”, desde quando as bandas marciais começaram a invadir as ruas recifenses no século XIX com dobrados, marchas e polcas.

O tempo encarregou-se de transformar não só o ritmo, como também a dança: os capoeiristas deram lugar aos passistas e os pedaços de pau, usados para abrir caminho na multidão e proteger os músicos das bandas, são hoje as leves sombrinhas coloridas.

O enredo musical é o FREVO (que em 2012 recebeu o título de Patrimônio Imaterial da Humanidade), e nosso guia desta noite é SPOK, o Inaldo Cavalcante de Albuquerque, divulgador genuíno dessa expressão cultural de nosso povo, trabalho desenvolvido principalmente através da SPOK FREVO ORQUESTRA. Saxofonista desde os quatorze anos, SPOK divide a autoria dos arranjos do programa com seus não menos dedicados conterrâneos, Maestro Duda, Nilson Lopes e Marco César. Spok recebe como convidado especial a lenda viva da levada do frevo, o maravilhoso baterista Maestro Adelson Silva.

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