Pianista Clara Sverner e artista visual Muti Randolph desafiam os sentidos na Sala Cecília Meireles

Música

Sobre o teclado do piano está posicionada uma delgada barra negra – um scanner infravermelho. Atrás do instrumento, ergue-se um anteparo de madeira que serve ao mesmo tempo como tela e como recurso para trabalhar a acústica. A pianista Clara Sverner e o artista visual Muti Randolph se preparam para oferecer ao público um desafio aos sentidos. A partir da captação dos movimentos das mãos de Clara sobre as teclas, feita pelo scanner, Muti opera o software, que projeta objetos tridimensionais no anteparo e os transforma, tudo em tempo real. “A pianista toca imagens e o público enxerga a música”, descreve.

Um dos mais respeitados criadores em design/arquitetura de interiores contemporâneo, Muti Randolph é pioneiro no uso de computadores como ferramenta e suporte para as artes visuais. Suas criações se tornaram muito conhecidas a partir dos anos 1990, primando pelo impacto e pela originalidade na concepção de espaços imersivos e dinâmicos.

Clara Sverner é uma das mais consagradas concertistas brasileiras e expandiu seu trabalho para domínios além do tradicional. Além da técnica apurada e da dedicação ao repertório clássico, seu espírito de vanguarda a levou por caminhos e resultados extremamente singulares ao procurar compositores esquecidos ou se aventurar no cruzamento dos (falsos) limites que dividem a música em popular e erudita.

Elenco: Clara Sverner, Piano. Muti Randolph, Artista visual

Dias da semana: Quinta

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